Hoje nas igrejas temos tão nitidamente as influência de Agostinho e Thomás de Aquino, falo das igrejas protestantes. O Interessante é que, as diretrizes concedidas à igreja pelas idéias de Agostinho e Thomás de Aquino, tão vivas ainda hoje, trata-se de reflexões filosóficas feitas por dois homens que recorreram a Platão e Aristóteles, para por em ordem suas idéias acerca do homem e D-us. Então, quando falamos desta necessidade transcendental do homem, que deve se desligar deste mundo, das coisas materiais; que há um mundo que transcende este do qual conhecemos como céu e, é para onde os bonzinhos vão, nada mais é do que um enxerto Platonico do mundo das idéias às ideologias cristãs presentes em nosso século, introduzido por Agostinho de Hipona. Thomás de Aquino também contribuiu, fazendo-se valer das reflexões metafísicas de Aristóteles para dizer que: "Existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada".
A verdade é, queira você ou não , condenar a filosofia, saiba que é por meio dela que estes homens nos ajudaram a compreender melhor nosso relacionamento com D-us, portanto neste momento gostaria de lembra-los o que foi escrito por Nietzsche em A gaia Ciência:
Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!.
Se Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino recorreram a Platão e a Aristóteles, para colocarem em ordem suas reflexões a cerca do relacionamento do homem com D-us, reflexões essas que encontramos hoje, tão vivas dentro da igreja; porque nós hoje, não podemos nos recorrer a Nietzsche para assumir que o cristianismo que vivemos e apenas uma paixão angústiante, desesperada, pela idéia de termos matado a D-us (Jesus), com nossos pecados, nossas falhas, nossas fraquezas?
O problema é que os cristãos vivem como se Jesus houvesse morrido pelos pecados, o que os colocam em posição culposa pela morte de Cristo, onde na verdade Ele morreu porque nos AMA. Viver esta verdade é tão simples, tão reflexiva que preferimos como o próprio Nietzsche diz:" A humanidade prefere ver gestos, do que ouvir razões."



