A Ciência dos Néscios

"QUANDO A FÉ PERDE SUA RAZÃO, TORNA-SE UMA CIÊNCIA RELATIVA"

domingo, 10 de abril de 2011

Reflexão!

 Hoje nas igrejas temos tão nitidamente as influência de Agostinho e Thomás de Aquino, falo das igrejas protestantes. O Interessante é que, as diretrizes concedidas à igreja pelas idéias de Agostinho e Thomás de Aquino, tão vivas ainda hoje, trata-se de reflexões filosóficas feitas por dois homens que recorreram a Platão e Aristóteles, para por em ordem suas idéias acerca do homem e D-us. Então, quando falamos desta necessidade transcendental do homem, que deve se desligar deste mundo, das coisas materiais; que há um mundo que transcende este do qual conhecemos como céu e, é para onde os bonzinhos vão, nada mais é do que um enxerto Platonico do mundo das idéias às ideologias cristãs presentes em nosso século, introduzido por Agostinho de Hipona. Thomás de Aquino também contribuiu, fazendo-se valer das reflexões metafísicas de Aristóteles para dizer que: "Existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada".
 A verdade é, queira você ou não , condenar a filosofia, saiba que é por meio dela que estes homens nos ajudaram a compreender melhor nosso relacionamento com D-us, portanto neste momento gostaria de lembra-los o que foi escrito por Nietzsche em A gaia Ciência: 

Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!.

 Se Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino recorreram a Platão e a Aristóteles, para colocarem em ordem suas reflexões a cerca do relacionamento do homem com D-us, reflexões essas que encontramos hoje, tão vivas dentro da igreja; porque nós hoje, não podemos nos recorrer a Nietzsche para assumir que o cristianismo que vivemos e apenas uma paixão angústiante, desesperada, pela idéia de termos matado a D-us (Jesus), com nossos pecados, nossas falhas, nossas fraquezas? 
 O problema é que os cristãos vivem como se Jesus houvesse morrido pelos pecados, o que os colocam em posição culposa pela morte de Cristo, onde na verdade Ele morreu porque nos AMA. Viver esta verdade é tão simples, tão reflexiva que preferimos como o próprio Nietzsche diz:" A humanidade prefere ver gestos, do que ouvir razões."

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quem é a Alma?




 No ano 319 d.C, nos tempos da igreja primitiva, um bispo de Alexandria chamado Áriu começou a propagar a existência de um só D-us e que Jesus era apenas seu filho, não o próprio. Afirmava ele que D-us era um grande mistério oculto em si mesmo e, que nenhuma criatura seria capaz de revelá-lo, incluindo Jesus. Dizia que o filho era diferente do Pai em substância.
 No primeiro sínodo que ocorrera em Alexandria, Ariu fora expulso da comunhão eclesiástica, porém dois concílios que ocorreram fora do Egito condenando esta decisão admitiram-o novamente junto a ordem eclesiástica. Como havia sido discípulo de Luciano de Antioquia, procurou em outros de seus discípulos apoio. Fortalecido, a luta iniciou-se e rapidamente suas idéias começaram a influenciar o Império e a fragmentar também a Igreja, o que levou Constantino a enviar Ósio, bispo de Córdoba, como mediador. Porem sem obter sucesso, Constantino então convocou o Concílio Universal de Nicéia em 325 d.C. Neste concílio foram condenadas todas as propostas arianas declarando-as heréticas, queimando todos os livros e promulgando a morte para aqueles que os preservasse.
 O fato interessante sobre as idéias de Áriu, é que elas provocaram a discussão sobre a trindade, maneira pela qual D-us, Jesus e Espírito Santo interagiam-se, tornando una sua divindade. Também sobre esta proposta usou-se o “Símbolo da Fé”, onde encontramos no seu enunciado a frase: “Creio em D-us Pai, criador dos céus e da Terra e em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor...”, “... creio no Espírito Santo, na santa igreja Católica, na comunhão dos santos...”. Desta maneira os líderes da Igreja viram-se protegidos das supostas heresias de Áriu. Porém algo chama a atenção na doutrina cristã do século XXI. É comum ouvirmos pessoas dizerem que somos um Espírito que possui uma Alma e habita num corpo. A princípio não haveria nada de errado com esta colocação, exceto por um detalhe: Sou um Espírito. Isto é o que sou o que claramente faz distinção ao corpo, que por sua vez exerce apenas a função de hospedeiro; hospedeiro de mim mesmo, onde resido. A partir deste ponto dizemos: Possuo uma Alma. No primeiro momento Alma parece fazer parte do Espírito, que sou eu, mais claramente também, assim como o corpo, parece ser distinto do Espírito, ou seja, não é Espírito, não faz parte dele mais trabalha em função dele podendo até o destruir. Então pergunto: Sei quem é o Espírito, eu. Sei também quem é o corpo, meu hospedeiro. Quem é a Alma?
As definições para alma são diversas, entre elas encontramos sentimentos, fraquezas, dores, alegrias, vitórias, derrotas. Se for magoa dizem que é alma, se esta triste, dizemos que é alma, se esta insatisfeita também diz ser a sua alma. Nota-se que estas coisas que dizemos definir alma são apenas causa-efeito dela mais não diz quem ela é. Alma não é sentimento, sentimentos são provocados por ela. Se recorrermos à origem de seu termo, do latim é anima referente ao princípio daquilo que da vida, ou movimento ao que é inanimado, mais estaríamos caindo em contradição, se sou Espírito, sou eu a vida, não seria a Alma que daria a vida ao Espírito. Todos concordam em um ponto, Alma é independente da matéria que sobrevive à morte do corpo, eterna em linhas gerais, mais para não entrarmos na imortalidade da Alma no pensamento grego e tornarmos exaustivo este posto, continuarei com o assunto no próximo. Até lá vale apena dar uma refletida a respeito. Isso não é uma nova doutrina, é apenas para cumprir com o que diz o pregador em Eclesiastes 1.13: “E apliquei o meu coração a esquadrinhar e informar-me com sabedoria sobre tudo que se passa debaixo do céu; essa enfadonha ocupação D-us deu aos filhos dos homens, para nela os exercitar

domingo, 13 de fevereiro de 2011

João 8:32


Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino?
Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria?
Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa “desde o trono”, numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo? Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol?
Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino? Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história?
Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?
Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos?1
Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de “História das origens cristãs”? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título “Atos dos Apóstolos” surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os “Atos de Anibal” e os “Atos de Alexandre”?
Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”. A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.

Ele tinha Razão.



"Charles Darwin: 200 anos após seu nascimento, a Igreja da Inglaterra pede desculpas públicas por mal interpretar e por, equivocadamente, ter animado a outros a não compreender o seu legado. Tratamos de praticar a antiga virtude da 'fé buscando o entendimento' e confiamos que isto suponha um reparo ao grande erro".

Com estas palavras, o reverendo Malcolm Brown, diretor de missão e assuntos públicos da Igreja Anglicana, admite que os religiosos se deixaram levar por um "fervor anti-evolucionista" e atuaram de uma forma muito emocional e à defensiva.

Quando chegou a mim esta informação, senti-me contente. Minha felicidade era saber que a Igreja estava começando a se abrir para novos diálogos, ainda que os temas sejam antigos. E não. Não concordo com a teoria da evolução. Mais também não concordo com a ignorância da Igreja, ou dentro dela.
A Igreja por muitos séculos condenou a ciência sem ouvi-la. Galileu em 1633 foi condenado pela Santa Inquisição de heresias, por ser mal interpretado,o mesmo aconteceu com Hipátia de Alexandria filosofa e matemática, assassinada e esquartejada em 415, pela igreja.
O que tenho observado é que, a Fé tem se tornado uma ciência, a Ciência dos Néscios, que tentam explicar sem conhecimento aquilo que não entendem. É fácil dizer que Evolução não provem de Deus, mais duvido, que grande parte dessas pessoas saibam de fato o que é evolução ou tenham lido A Origem das Espécies de Charles Darwin. Se não entendem não falem, se não estudam não preguem a respeito. Posso até dizer que a evolução não provem de D-us, mais como explicar os 4,5 bilhões de anos que temos entre "Haja luz" até o "Façamos o homem"? Talvez isso faça sentido quando no primeiro capítulo de Gênesis no verso 24 dizendo: "E disse D-us:Produza À TERRA, alma vivente conforme sua espécie; gado, e répteis, e bestas feras da terra conforme sua espécie. E assim foi." AO que parece, D-us deu ordem a terra para que produzisse almas viventes.
Gostaria de indicar para leitura: http://thankgodforevolution.com/EvolutionaryChristianity.pdf